13 de julho de 2011

Guerra em quadrinhos

Na segunda-feira, tive a oportunidade de assistir a sabatina do quadrinista Joe Sacco, no Teatro Folha de S. Paulo. Sou fã dele desde Gorazd.

Sacco teve a capacidade de juntar duas idéias que estão muito relacionadas: quadrinhos e jornalismo. O fato de ter passado por grandes redações nos Estados Unidos serviu, segundo explica, para notar que apenas algumas pessoas são ouvidas pela grande mídia durante conflitos. Esse desejo de conhecer mais pessoas anônimas em conflitos fez Sacco passar algumas semanas em regiões de intenso conflito bélico, como Palestina e Bósnia.

O repórter-quadrinista é sempre o fio-condutor nas histórias. A técnica é extremamente inteligente e aproxima o leitor da realidade sem deixar de lado a atmosfera etérea criada pelas Histórias em Quadrinho.

Sacco é criador de um estilo: o jornalismo em quadrinho. Aqui no Brasil tivemos O Pasquim e até hoje tirinhas de jornal frequentemente tratam de assuntos da rotina política, econômica e social do país. Mas isso não é jornalismo em quadrinhos. Sacco mistura a pegada da grande reportagem com a dinâmica do recorte quadrinista.

Sim, Sacco é uma nova escola do jornalismo. Em uma sociedade onde a imagem fala mais que mil palavras, esse Maltês notou a importância de contar história de um modo diferente.

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